Conforme o parlamentar, o cooperativismo precisa de ações articuladas junto ao Estado, visando a criação de políticas públicas que incentivem a permanência do agricultor no interior, principalmente o pequeno que tem menos condições. “Senão, que futuro teremos daqui a 10 ou 15 anos? A existência de cooperativas sem produtores? É necessária uma ação parceira entre os dois”, salienta.
Para Tortelli, a falta de diferenciação faz com que toda a produção seja vista de maneira igual. “Na agricultura familiar o campo necessita ser visto como modo de vida, um espaço cultural, e não como uma máquina de produção. As cooperativas precisam diferenciar isso e ofertar assistência e alternativas para conter o êxodo. O cooperativismo, em sua essência, não pode ser apenas encarado com um negócio que visa lucros, como tem ocorrido na maioria dos casos”, finalizou Tortelli.
Fonte: AL/RS
