Da Redação
Senadores e deputados divergem sobre a proposta do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG) de limitar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Contruções S/A aos estados do Centro-Oeste, que eram comandadas por Cláudio Abreu.
Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que há indícios do desdobramento das atividades ilegais da empresa por todo o país.
– O inquérito mostra a relação do grupo de Cachoeira com a Delta de todo país. O crime não respeita geografia – disse o senador.
Os senadores Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Kátia Abreu (PSD-TO) e Alvaro Dias (PSDB-PR) também defenderam a quebra de sigilo de todas as filiais da empresa.
– A convocação de Cavendish [ex-dirigente da empresa] e a quebra de sigilo da Delta de forma ampla é indispensável. Não há como excluir a Delta do esquema Cachoeira. As ligações estão explicitadas – afirmou Alvaro Dias.
Já o líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (SP) e a senadoraVanessa Grazziotin (PCdoB-AM) defenderam que as investigações se concentrem nas filiais de Goiás, Distrito Federal, Mato grosso e Mato grosso do Sul.
– Todos aqueles que tiveram contato com o senhor Cachoeira estão tendo seu sigilo quebrado. Quem teve relação direta com Carlos Cachoeira foi o diretor da Delta Centro-Oeste. A generalização beira a proposta de devassa. Se chegarmos à Delta Nacional, não vamos proteger ninguém aqui – defendeu Paulo Teixeira.
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Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
