Resumo Econômico de Adam Smith | Portal Jurídico Investidura - Direito

Resumo Econômico de Adam Smith

·         Mais importante economista liberal, fundador da ciência econômica moderna;

·         Os sistemas éticos desenvolvem-se por meio de um processo natural a partir de relações pessoais individuais – uma visão que reflete o interesse do século XVIII pelas leis naturais;

·         Como a ordem social podia emergir do caos potencial de uma sociedade individualista? (problema surgiu por causa da propagação da economia de mercado)

·         Em meados do século XVIII, o sistema social medieval  havia quase desaparecido em cidades como Londres, voltadas, em grande medida, para o comércio internacional, para atividades bancárias e financeiras e para o enriquecimento.

·         A Inglaterra era uma sociedade aberta em quase todos os aspectos, com exceção da política. A iniciativa individual e a inovação estavam-se tornando um fenômeno de massa.

·         Mudanças tecnológicas estavam construindo as fundações para a industrialização. As inovações na indústria foram precedidas pelo desenvolvimento de novos maquinários e métodos agrícolas. As novas técnicas agrícolas requeriam propriedades mais extensas, maior quantidade de capital e campos cercados, e, assim, de 1760 a 1830, as terras livres da Inglaterra foram, em grande medida, cercadas e protegidas. Pequenas propriedades foram substituídas por propriedades bem mais extensas. O aumento do produto agrícola e os seus menores custos de produção tornavam possível que maiores quantidades de pessoas se juntassem à força de trabalho das crescentes cidades industriais.

·         O progresso estava sendo alcançado em função de esforços individuais de milhares de pessoas trabalhando para si próprias.

·         O SISTEMA DE LIBERDADE NATURAL DE SMITH: no qual todos seriam livres para perseguir e alcançar seus próprios interesses. Resultaria em mais riqueza tanto para o individuo quanto para a sociedade. ESFORÇOS INDIVIDUAIS TRARIAM BENEFÍCIOS MAXIMOS PARA O CONJUNTO DA SOCIEDADE. Era o principio simples que possibilitaria o desenvolvimento da ordem social em uma sociedade individualista.

·         Em trocas, ambos beneficiam-se porque abrem mão de algo que para si tinha menos valor do que o produto recebido em troca.

·         O auto-interesse em uma sociedade livre propicia a forma mais rápida de uma nação alcançar progresso e crescimento. Ao poupar, como intuito de melhorar de vida, as pessoas aumentam os recursos de capital da nação, utilizam esse capital da maneira mais lucrativa possível, para produzir as mercadorias desejadas pelas outras pessoas. Mesmo nos locais nos quais as leis e regulamentações cerceassem a liberdade de investir, essas forças seriam tão fortes que, ainda assim, induziriam o crescimento e o aumento da riqueza.

·         O maior obstáculo ao progresso econômico era o governo. No sistema de liberdade natural, só cabiam ao Estado três funções legitimas: o estabelecimento e a manutenção da justiça, a defesa nacional e “a criação e a manutenção de certas obras e instituições publicas que nenhum indivíduo teria interesse de criar e manter.”

·         Mas não se deve supor que pregava liberdade total às empresas privadas. Ele estava ciente da tendência dos empresários de conspirar contra o publico em beneficio próprio.

·         Não obstante, Smith não tinha medo do monopólio privado. Vivia em uma época mais simples que a nossa, antes do crescimento das grandes empresas e das plantas industriais gigantescas. Para ele, os lucros do monopólio imediatamente atrairiam a concorrência, que destruiria o monopólio.

·         O MERCADO AUTO-AJUSTÁVEL: Se o auto-interesse era a força motriz da economia, o mecanismo por meio do qual funcionava era o sistema de mercados auto-ajustáveis. A concorrência entre os vendedores num esforço para auferir lucros naturalmente resultaria num padrão de produção adaptado às necessidades e desejos dos consumidores, assim como manteria os lucros em montantes mínimos, suficientes apenas para motivar os produtores.

·         Toda mercadoria têm, segundo Smith, um preço “natural”, determinado, em sociedades primitivas pela quantidade de trabalho necessária para a produção. Em sociedades mais avançadas, nas quais existe a propriedade privada, o preço natural depende dos custos de produção – montante que tem de ser despendido no pagamento de SALÁRIOS, RENDA E LUCROS. Sempre que um preço de mercado difere de seu preço natural, as forças de mercado encarregam-se de aproximá-lo novamente.

·         Essas alterações nos preços desencadeiam alterações correspondentes na quantidade produzida. Quando o preço de mercado é maior do que o preço natural, uma quantidade maior da mercadoria é produzida e levada ao mercado. Por outro lado, a produção cai quando o preço de mercado é inferior ao preço natural , portanto, os recursos usados na produção não podem ser remunerados a suas taxas naturais.

·         A QUANTIDADE DE CADA MERCADORIA COLOCADA NO MERCADO AJUSTA-SE NATURALMENTE À DEMANDA EFETIVA. Todos os esforços empregados anualmente para colocar uma mercadoria no mercado ajustam-se naturalmente à demanda efetiva. Todos esses esforços têm por objetivo, naturalmente, colocar no mercado exatamente a quantidade necessária para suprir, e não mais que suprir,essa demanda.

·         RESUMINDO: SMITH MOSTROU QUE A PRODUÇÃO AJUSTA-SE AUTOMATICAMENTE AO PADRÃO DE DEMANDA DO CONSUMIDOR, QUALQUER QUE SEJA ESSA DEMANDA E POR MAIS QUE SE TRANSFORME. Que a concorrência entre os vendedores reduz os preços ao menor patamar possível, consistente com a continuidade da produção em níveis que satisfaçam os consumidores. Que os recursos são utilizados da maneira mais eficiente e econômica possível. E, que tudo isso pode ser atingido por intermédio do livre funcionamento das forças de mercado, sem interferência do governo ou de qualquer outra instancia de gestão econômica.

·         Adam Smith era contrario a qualquer fonte de restrição à liberdade econômica que levasse ao monopólio, fosse ela o governo, as empresas ou os trabalhadores.

·         CRESCIMENTO ECONÔMICO: Smith não estava preocupado com problemas de justiça na distribuição de renda, mas com o crescimento econômico e com os avanços da sociedade em níveis mais elevados.

·         O “progresso da opulência” é resultado direto de três fatores: DIVISÃO DO TRABALHO, AMPLIAÇÃO DOS MERCADOS E ACUMULAÇÃO DE CAPITAL. Quando a produtividade aumenta por causa desses fatores, “ uma abundancia geral espalha-se por todos os setores da sociedade.

·         A especialização na produção e a divisão do trabalho repousam sobre uma inerente “propensão humana para permutar uma coisa por outra”. Mas a extensão desta divisão é sempre limitada, pela extensão do mercado.

·         Mercados mais amplos levam a uma especialização maior, aumento da produtividade e maior riqueza e ao uso do dinheiro como o intuito de superar as dificuldades de permutar em um sistema de complexas relações de troca.

·         Esse crescimento econômico não pode ocorrer sem grandes montantes de capital, recolhido a partir da poupança. A acumulação de capital era vista como essencial à expansão econômica, mas todo o processo dependia do respeito à propriedade.

·         A POPULAÇÃO CRESCE COM O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE, PROPORCIONANDO UMA EXPANSÃO AINDA MAIOR DOS MERCADOS.

 

MALTHUS:

·         Encontrou a causa da crise não em quaisquer mudanças ou acontecimentos recentes que possam ser corrigidos pela ação política, mas em grandes forças sobre as quais o governo tem pouco ou nenhum controle. O PROBLEMA DOS POBRES ERA ESSENCIALMENTE MORAL, o poder da população é infinitamente superior ao poder da terra de produzir subsistência para o homem.

·         Se a oferta de alimentos aumentasse, haveria um aumento equivalente da população até que a quantidade de alimento per capita tivesse voltado ao nível de subsistência, ponto em que o aumento populacional estagnaria. Os salários sempre tenderiam para o nível de subsistência. A concessão de assistência aos necessitados não resolveria o problema da pobreza, fazendo com que pudessem ter mais filhos e também desviando riqueza daqueles que a utilizavam produtivamente.

·         Mesmo a formação de sindicatos era inútil

·         A produção teria que crescer a um ritmo mais rápido do que o da população casa se desejasse aprimorar o padrão de vida da nação, mas a dimensão da força de trabalho não era uma barreira à expansão econômica.

 

DAVID RICARDO:

·         O CRESCIMENTO DO CAPITAL ERA A MAIOR FONTE DE EXPANSÃO DA ECONOMIA E TODA A POLÍTICA ECONOMICA DEVIA SER DIRIGIDA PARA A SUA PROMOÇÃO. Ele acreditava que a liberdade econômica proporcionava lucros máximos, que os lucros eram a fonte de capital de investimento e que a economia competitiva incentivava os investimentos maximizadores dos lucros. Políticas que beneficiassem as indústrias permitiriam o crescimento econômico máximo.

·         Durante a polêmica sobre as Corn Laws (...) Ricardo posicionou-se a favor dos industriais. Ele acreditava que os donos de terra seriam os maiores beneficiários de um aumento no preço do trigo na Inglaterra resultante de tarifas mais elevadas, não os agricultores, haja vista a expansão da área plantada, e da renda gerada nas antigas terras de cultivo. Além de que o aumento do cultivo atrairia capital e trabalho da indústria para o campo, distorcendo todo o padrão produtivo do país, impedindo, dessa forma, o desenvolvimento natural da industria nacional.

·         Altos preços de alimentos requereriam altas taxas de salário e custos elevados de produção nas manufaturas.

·         RESUMINDO: nas etapas iniciais do crescimento de uma nação a população seria pequena e apenas uma parcela das terras seria cultivada, a renda paga aos proprietários de terra representaria uma proporção relativamente pequena do produto nacional, enquanto que os lucros representariam uma parte considerável. Os lucros revertidos em desenvolvimento industrial, ocasionariam uma maior demanda por trabalho, o que (Malthus) faria aumentar a população, mantendo os salários no nível de subsistência. O crescimento demográfico demandaria a extensão das terras cultivadas, a qual só poderia ocorrer se o preços dos alimentos fossem elevados, pois seria preciso cobrir os aumentos de custos de produção incorridos em função da necessidade de uso de terras menos férteis para cultivo. Os arrendatários aumentariam a renda cobrada sobre as terras originalmente cultivadas, porque os novos preços dos alimentos podiam sustentar rendas mais altas. Mas os empregadores seriam forçados a pagar salários mais altos  para manter as taxas de salário ao nível de subsistência, o que aumentaria o custo dos bens manufaturados e, assim, reduziria os lucros obtidos pelos industriais, o que deixaria menos riqueza disponível para a expansão da economia.

·         A tendência seria a acumulação de capital e o crescimento econômico tornarem-se cada vez mais lentos, até que, depois de várias décadas, se estancasse. Ou seja, a economia por si só atingiria o máximo crescimento possível.

·         A ECONOMIA INTERNACIONAL: (reduziu todos os fenômenos econômicos às relações fundamentais entre os fatores de produção) Ricardo considera que a especialização internacional e a divisão do trabalho eram vantajosas para todas as nações e que políticas comerciais restritivas que visavam à proteção dos produtores domésticos prejudicavam a nação que as impunha.

·         LEI DAS VANTAGENS COMPARATIVAS: (inclusive direcionaria investimentos às economias menos desenvolvidas) TEORIA DO COMERCIO INTERNACIONAL QUE AFIRMA QUE UMA NAÇÃO EXPORTARÁ SEMPRE AQUELES PRODUTOS QUE FABRICAR COM CUSTOS RELATIVAMENTE MENORES QUE DE OUTROS E IMPORTARÁ OS PRODUTOS NOS QUAIS TENHA CUSTOS RELATIVAMENTE MAIORES QUE TRARÁ VANTAGENS PARA AMBAS.

·         A teoria afirma que duas nações têm relações comerciais quando apresentam custos de produção diferentes. (Ver exemplo no texto – E TABELA!).

 

LEI DE SAY:

·         Nunca poderia existir uma demanda insuficiente ou um excesso de mercadorias na economia como um todo. Algumas indústrias podiam ser acometidas pela superprodução, por causa de erros de cálculo e de excessiva alocação de recursos, mas em algum outro setor da economia, inevitavelmente, haveria escassez. A conseqüente queda dos preços num setor e o aumento nos outros induziriam as firmas a realocar a produção e os desequilíbrios seriam rapidamente corrigidos.

·         As pessoas não produziam por produzir, mas para trocar seus produtos por outros bens que desejem ou de que necessitem. UMA VEZ QUE A PRODUÇÃO É DEMANDA, é impossível que aquela supere esta.

·         Ao produzirmos alguma coisa, o próprio processo produtivo esta criando poder de compra para este e para outros produtos. Ao remunerarmos os fatores de produção que entraram na fabricação (trabalho, capital, recursos naturais) estamos criando poder de compra para outros bens. Não pode haver superprodução nem desemprego, apenas desequilíbrios setoriais e transitórios os quais serão corrigidos por mecanismos de mercado.

·         Se existir desemprego, este será voluntário ou efêmero, A ECONOMIA COMO UM TODO É AUTO-REGULADORA.

·         Ricardo baseou-se em Say quando: O ATO DE POUPAR NÃO TERIA UM FIM EM SI MESMO, MAS SERIA REALIZADO A FIM DE EMPREGAR TRABALHO NA PRODUÇÃO. Além disso,o desemprego faria os salários caírem, induzindo as firmas a empregar os trabalhadores antes ociosos com o capital criado com a poupança: todo capital seria recolocado em uso e todas as pessoas que desejassem trabalhar seriam reempregadas. O procedimento adequado não seria, portanto, redistribuir a renda e realizar obras publicas, mas sim arrochar os salários e aumentar os lucros. NÃO EXISTIRIA NEM POUPANÇA EXCEDENTE NEM SUPERPRODUÇÃO GENERALIZADA DE MERCADORIAS.

·         Mostraram que  desemprego e a instabilidade não eram causados pela economia de iniciativa privada, mas eram o resultado de forças não-econômicas.

·         Em caso de crise devia-se: fortalecer o setor financeiro e suportar a crise até que salários e preços declinantes encorajassem a realização de investimentos suficientes para levar a economia de volta ao normal.


Como referenciar este conteúdo

ANôNIMO,. Resumo Econômico de Adam Smith. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 16 Jun. 2010. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/resumos/economia-politica/163922. Acesso em: 31 Out. 2014

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