RECLAMAR, RECLAMAR E RECLAMAR em nada adiantará. APRENDA com os seus erros! | Portal Jurídico Investidura - Direito

RECLAMAR, RECLAMAR E RECLAMAR em nada adiantará. APRENDA com os seus erros!

 

 

“Não chores mais o erro cometido;

Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;

O sol no eclipse é sol obscurecido;

Na flor também o inseto faz seu ninho.”

(Soneto 35 -William Shakespeare)

 

 

Ter capacidade e coragem para admitir qualquer erro, por mais constrangedor que seja, é primordial para que o profissional do século XXI se desenvolva e cresça. É preciso ter coragem para dizer “eu errei”, e assim, procurar fazer dos erros futuros acertos, fazendo destes um grande aprendizado.

 

Fundamentando tal posição sabemos que, quando o profissional assume a responsabilidade pelo erro cometido, está agindo com base na verdade, sinceridade e honestidade, o que demonstra de forma bem clara quem é este profissional e qual é o seu caráter.

 

Na verdade, ter medo de assumir erros e/ou falhas jogando a culpa sempre no outro pode ser considerado um ato de covardia que, além de comprometer a sua consciência de forma a não deixá-lo em paz consigo próprio, comprometerá você não somente dentro da empresa na qual você exerce a sua função, como também comprometerá você diante ao mercado.

 

Nesse sentido, sabe-se que tentar “camuflar” o erro torna-se um perigo, pois poderá agravar ainda mais situação.

Nesse contexto, torna-se considerável evidenciar que em nossa vida temos que tomar decisões o tempo todo; por conseguinte, podemos acertar e/ou errar. Pensando assim, é de suma importância reconhecer, quer seja no plano pessoal ou profissional, somos mais lembrados pelos nossos erros do que pelos nossos acertos. Infelizmente esta é a mais dura realidade. Por conseguinte, é então oportuno lembrar-lhe que reflita e analise criteriosamente antes de qualquer tomada de decisão.

 

Por ser de grande valia, é bom ter em mente que, não existe possibilidade alguma de você reescrever a sua história apagando os erros cometidos no passado. É por esta razão que devemos ter todo um cuidado especial em relação à nossa atitude e comportamento diante dos fatos. Tal postura torna-se imprescindível, pois, uma vez “manchada” a sua imagem, sua integridade ficará irremediavelmente comprometida, bem como o seu caráter , diante de tudo, diante de todos.

 

A despeito do acima relatado, é importante frisar que existem momentos na vida em que, ao realizar a sua tomada de decisão, mesmo tendo planejado e mantendo o foco em sua caminhada, tudo parece dar errado, a estrada parece ter vários desvios, parece pesada e árdua demais. Você fica então cabisbaixo e confuso em meio à sua tomada de decisão, desviando totalmente do foco e da trajetória traçada; contudo, não se desespere e nem se deixe intimidar e muito menos se abater, porque o desespero em nada ajudará, somente causará fadiga, irritação, desânimo, nervosismo, stress e dor, obscurecendo o seu cérebro e não o deixando pensar, analisar, refletir e raciocinar sobre o fato em questão. O melhor, neste caso, é lembrar que você é um ser humano, e que está susceptível a errar. Deve assim, de “cabeça fria”, analisar a situação vivida, identificando os erros, assumindo-os, “sacudindo a poeira”, revendo e/ou traçando um novo plano, e seguir em frente de cabeça erguida. Reclamar, reclamar e reclamar em nada adiantará.

 

A partir dos erros cometidos podemos crescer, se tivermos a sabedoria de retirar destes, lições proveitosas, revendo nossos conceitos, aprendendo, acreditando mais em nós mesmos e, a partir de então, iniciarmos um novo percurso em meio à caminhada, tendo sempre o cuidado em evitar a reincidência dos mesmos.  

Ademais, o que devemos ter em mente é que, na vida profissional, quanto mais você cresce em sua carreira, mais visado você fica. Por via de conseqüência, além do erro ficar bastante perceptível, o impacto dele é bem maior. Pensando assim, o profissional deve verificar bem a situação antes de tomar qualquer decisão.

 

Lembrem sempre que, antes de qualquer tomada de decisão, o profissional deve fazer uma análise criteriosa da situação, verificando seus pontos positivos e negativos e as devidas implicações negativas passíveis de acontecerem, caso concretize tal tomada de decisão.

 

Nesse viés, torna-se indispensável lembrar e conscientizar o profissional que, em determinada tomada de decisão, as implicações negativas são inúmeras e suas conseqüências poderão envolver a vida de terceiros também; por isso, torna-se imperioso fazer um momento de introspecção antes de qualquer tomada de decisão, para evitar um erro.

 

Em qualquer tomada de decisão você deve levar em consideração a sua experiência, o seu conhecimento, a sua vontade de fazer acontecer, mas não se esqueça de traçar anteriormente um planejamento para se ter de forma transparente e consciente aonde se deseja chegar e as formas de caminhar; assim, o caminho poderá ficar menos árduo e a probabilidade de errar é bem menor.

 

Igualmente, é preciso nos conscientizarmos que a nossas vidas são um resultado de nossas escolhas. Os erros são seus, jamais do outro; portanto, torna-se interessante que cada profissional tenha de forma clara os seus objetivos e saiba como navegar, mesmo em meio às tempestades que porventura surgirem durante o percurso, se tornando um agente de transformação, sendo pró-ativo, mesmo que provocando mudanças às vezes drásticas em sua própria vida, em prol do melhor.

 

Ante o exposto, é decisivo frisar que devemos refletir e analisar sobre as experiências já vividas e erros por nós cometidos, uma vez que o passado já se foi, mas o futuro depende do nosso presente. É dessa forma que o porvir inexoravelmente nos colocará em uma encruzilhada, e esta nos levará aos dois óbvios caminhos – ser considerado um fracassado ou um vitorioso – e tudo depende única e exclusivamente de cada um.

 

06/12/2008

 

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora de Empresa e Professora Universitária no Vale do Aço/MG.

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Como referenciar este conteúdo

FURBINO, Marizete. RECLAMAR, RECLAMAR E RECLAMAR em nada adiantará. APRENDA com os seus erros!. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 03 Abr. 2010. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/colunas/consultoria/157072-reclamar-reclamar-e-reclamar-em-nada-adiantara-aprenda-com-os-seus-erros. Acesso em: 13 Out. 2019

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