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Spread Bancário Zero

 

Se o Spread Bancário no Brasil fosse de ZERO, o juro mínimo de mercado seria de 33,78% ao ano.

 

Premissas básicas com base na média do ano de 2009:

 

1 – Custo de carregamento da dívida da União: 10,69% ao ano (Fonte: Ministério da Fazenda)

 

2 – Percentual do depósito compulsório total (remunerado e sem remuneração): 68,35% (Fonte Banco Central).

 

A - Se um banco tivesse a quantia de 100 dinheiros disponíveis para aplicação ele teria duas opções:

 

A.1 - Comprar títulos do governo federal, nesse caso seria isento do depósito compulsório e receberia no final de um ano 10,69% de 100 dinheiros, ou seja: 10,69 dinheiros.

 

A.2 - Emprestar ao público (empresas e famílias), nesse caso o banco teria que recolher ao Banco Central 68,35% dos 100 dinheiros disponíveis, ou seja: 68,35 dinheiros, ficando com apenas 31,65 dinheiros para emprestar.

 

Para obter o mesmo ganho que teria na aplicação de títulos públicos de 10,69 dinheiros no ano, o banco teria que empresta os 31,65 dinheiros restantes a uma taxa correspondente a 3,1596 (1: 0,3165) vezes maior do que a taxa de aplicação nos títulos públicos de 10,69% ao ano, nesse caso seria a uma taxa de 33,78% ao ano.

 

Resumo do exemplo hipotético:

 

I - Aplicação em títulos federais - 100 dinheiros a 10,69% ao ano daria um rendimento de 10,69 dinheiros em um ano.

 

II – Aplicação de 31,65 dinheiros a uma taxa de 33,78% ao ano daria um rendimento de 10,69 dinheiros em um ano.

 

Em vista do acima demonstrado, se o Spread bancário no Brasil, hipoteticamente, fosse de zero o custo financeiro de mercado na média de 2009 teria sido de 33,78% ao ano.

 

 

Spread Bancário

 

É composto das seguintes despesas: administrativa, inadimplência, custo com depósito compulsório sem remuneração, tributos, impostos, taxas e lucro.

 

O percentual varia em função de cada tipo de operação, bem como de banco para banco.

 

 

* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás - Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul.. Site: http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás - Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul.

 

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BERGAMINI, Ricardo. Spread Bancário Zero. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 31 Mai. 2011. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/economia/185672-spread-bancario-zero. Acesso em: 23 Set. 2021

 

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