Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura – Fonte IBGE – Base: Ano de 2009

 

 

Em 2009, produção de madeira em tora de florestas nativas cresce mais do que a de florestas plantadas

 

O valor da produção da silvicultura (exploração de florestas plantadas) e do extrativismo vegetal (exploração dos recursos vegetais nativos) totalizou R$ 13,6 bilhões em 2009. A participação percentual da silvicultura no valor da produção florestal caiu de 69,3% para 66,4% entre 2008 e 2009, somando R$ 9,0 bilhões, enquanto a participação do extrativismo vegetal subiu de 30,7% para 33,6%. O valor do extrativismo totalizou R$ 4,6 bilhões no ano passado, dos quais R$ 3,9 bilhões provenientes da produção madeireira e R$ 685,4 milhões da produção não madeireira.

 

A produção de madeira em tora na atividade extrativista (15.248.187 m³) foi 7,9% maior que a de 2008. No segmento das florestas plantadas ou cultivadas, a produção (106.911.408 m³) teve um aumento de 5,6%, resultado puxado principalmente pela produção de madeira para papel e celulose, que cresceu 12,3%. Estas e outras informações fazem parte da Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura 2009.

 

Os produtos não madeireiros que se destacaram foram coquilhos de açaí (R$ 160,5 milhões), amêndoas de babaçu (R$ 121,3 milhões), fibras de piaçava (R$ 110,3 milhões), erva-mate nativa (R$ 86,6 milhões), pó cerífero de carnaúba (R$ 79,4 milhões) e castanha-do-pará (R$ 52,3 milhões). Em conjunto, eles somaram 89,1% do valor total da produção extrativista vegetal não-madeireira.

 

No segmento da silvicultura, a produção de resina (oleorresina de pinus e de outras espécies florestais) somou 56.565 toneladas e a de cascas de acácia-negra, 109.010 toneladas. A produção de folhas de eucalipto, utilizada na fabricação de óleo essencial (eucaliptol), totalizou 64.077 toneladas, com a região Sudeste respondendo por 86,8% do total, a Centro-Oeste por 9,4%, e a Sul por 3,8%.

 

A tabela 1, ao final do texto, mostra todos os produtos investigados pela PEVS e a variação na produção entre 2008 e 2009.

 

Entre 2008 e 2009, cai produção de carvão e lenha e aumenta a de madeira em tora

 

Em 2009, foram produzidas no total 82.850.417 m³ de lenha, 1,5% a menos que em 2008, e 5.018.271 toneladas de carvão vegetal, produção 19,0% menor que a de 2008. Já a produção de madeira em tora cresceu de 115.389.259 para 122.159.595 toneladas entre 2008 e 2009.

 

A produção de carvão proveniente da silvicultura, que vinha crescendo desde 2002, apresentou queda (15,0%), com produção de 3.378.492 toneladas. O carvão oriundo do extrativismo apresentou uma queda de 26,2% entre 2008 e 2009, tendo sua produção somado 1.639.779 toneladas.

 

 

 

 

Em 2009, os principais produtores de carvão vegetal de florestas cultivadas foram Minas Gerais (80,4% da produção nacional), Maranhão (6,7%), Bahia (5,4%), São Paulo (2,0%) e Mato Grosso do Sul (1,6%). Entre os municípios, o maior produtor foi Lassance-MG (9,0%). Os principais produtores do carvão obtido da extração vegetal foram Maranhão (28,9% da produção nacional), Mato Grosso do Sul (17,7%), Minas Gerais (17,2%), Bahia (8,7%) e Goiás (8,1%). O município com maior produção foi Barra da Corda –MA (4,2%).

 

Foram produzidos 41.410.850 m³ de lenha da silvicultura e 41.439.567 m³ de lenha oriunda do extrativismo vegetal, em 2009. Na lenha da silvicultura, os principais produtores foram o Rio Grande do Sul (32,5%); Paraná (19,3%); São Paulo (15,5%); Santa Catarina (14,8%) e Minas Gerais (9,0%). Na lenha do extrativismo vegetal, os principais produtores foram a Bahia (23,8%); Ceará (10,6%); Pará (8,4%); Maranhão (6,6%) e Amazonas (6,0%). Os destaques entre os municípios foram Santa Cruz do Sul-RS, na lenha da silvicultura (767.826 m³) e o município baiano Xique-Xique na lenha oriunda do extrativismo vegetal (675.627 m³).

 

Produção de madeira extrativista cresce 7,9%

 

A produção nacional da madeira em tora totalizou 122.159.595 m³, sendo 87,5% proveniente de florestas cultivadas e 12,5% coletada em vegetações nativas. A produção de madeira na atividade extrativista (15.248.187 m³) foi 7,9% maior que a de 2008. A produção das florestas plantadas ou cultivadas também foi maior que a do ano anterior (5,6%) e somou 106.911.408 m³.

 

Na silvicultura, a produção de madeira para papel e celulose somou 65.345.680 m³, e a de madeira para outras finalidades (construção civil, movelaria, construção naval, etc.), 41.565.728 m³. Relativamente ao ano anterior, a produção de madeira para papel e celulose aumentou 12,3%, e a de madeira para outras finalidades teve um declínio de 3,5%.

Sobressaem como maiores produtores de madeira do segmento extrativista o Pará, com uma produção de 5.975.969 m³ (39,2% do total coletado no País); Mato Grosso, com 3.920.627 m³ (25,7%); Rondônia, com 1.358.072 m³ (8,9%); Bahia, com 1.084.227 m³ (7,1%) e Amazonas, com 1.055.928 m³ (7,8%). O maior produtor municipal é Juara - MT, com 688 923 m³ (4,5% da produção nacional).

 

Na produção de madeira de florestas plantadas para fabricação de papel e celulose, os principais produtores em 2009 foram: Bahia com 14.674.553 m³, o que representa 22,4% dos 65.345.680 m³ produzidos no País; São Paulo, com 13.665.914 m³ (20,9%); Paraná, com 11.083.552 m³ (16,9%); Santa Catarina, com 7.427.261 m³ (11,4%); Espírito Santo, com 6.062.232 m³ (9,3%) e Minas Gerais, com 5.371.797 m³ (8,2%). O maior produtor municipal foi Telêmaco Borba -PR, com 3.508.079 m³.

 

Os destaques na produção de madeira para outras finalidades foram o Paraná, com 12.944.492 m³ (31,1% dos 41 565 728 m³ produzidos no País); São Paulo, com 8.246.643 m³ (20,3%); Santa Catarina, com 8.096.827 m³ (19,5%); e Rio Grande do Sul, com 4.756.517 m³ (11,4%). Quanto aos municípios, o destaque foi Itapetininga-SP, com 1.612.560 m³ (3,9% do total nacional).

 

Cai a produção de açaí (4,1%)

 

A produção nacional de frutos ou coquilhos de espécimes nativos da palmeira açaí em 2009 totalizou 115.947 toneladas, sendo 4,1% menor que a de 2008. O principal produtor entre os estados foi o Pará, que concentrou 87,4% da produção nacional, e entre os municípios, Limoeiro do Ajuru-PA, com 16,6% da produção nacional.

 

De 2008 para 2009, a produção de amêndoas de babaçu caiu de 110.636 toneladas para 109.299 toneladas. O Maranhão concentrou 94% do total nacional (102.777 toneladas). O segundo maior produtor foi o Piauí (5.250 toneladas), vindo em seguida, Tocantins (537 toneladas), Ceará (354 toneladas) e Bahia (335 toneladas). Entre os municípios, o maior produtor foi Vargem Grande-MA com 5,4% da produção nacional.

 

A quantidade coletada de fibras de piaçava no País em 2009 somou 72.232 toneladas, e foi 7,6% menor que a obtida em 2008, quando foram produzidas 78.167 toneladas. Cerca de 97,7% da produção nacional provém da Bahia, onde está o município com a maior produção de 2009, Cairu (31,1%).

Paraná concentra 71,8% da produção de erva-mate

 

Foram colhidas em 2009, nos ervais nativos do País, 218.102 toneladas de folhas, o que representou um decréscimo de 0,8% em relação a 2008. O maior produtor foi o Paraná com uma produção de 156.563 toneladas, 71,8% do total nacional. O primeiro colocado entre os municípios foi São Mateus do Sul-PR, detendo 14,9% da produção nacional.

 

A produção de pó cerífero de carnaúba em 2009 somou 18.300 toneladas, 168 toneladas a menos que a do ano anterior (18.468 toneladas). O maior produtor nacional foi o Piauí, com 12.266 toneladas, 67,0% do total produzido no País, seguido do Ceará, com 5.497 toneladas. O principal produtor municipal foi Campo Maior-PI (1.358 toneladas).

 

Em 2009, a produção nacional de castanha-do-pará somou 37.467 toneladas, representando um acréscimo de 21,6% em relação à produção de 30.815 toneladas, obtida em 2008. O principal Estado produtor foi o Amazonas, concentrando 42,7% do total coletado. Também se destacaram o Acre (27,5%) e o Pará (18,7%). Entre os municípios, o destaque foi Beruri-AM (18,9%).

 

 

 

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

 

 

 

* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás - Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul.. Site: http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua - Nuclebrás - Multifrabril - IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul.

 

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Categoria: Economia

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BERGAMINI, Ricardo. Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura – Fonte IBGE – Base: Ano de 2009. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 05 Dez. 2010. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/economia/175027. Acesso em: 15 Abr. 2014

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