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Brasil: a viúva rica do terceiro mundo

Brasil: a viúva rica do terceiro mundo

 

 

Mario Guerreiro*

 

Fico só imaginando que “bons negócios”, Lulla estaria fazendo com a Turquia em sua recente viagem a este país, além de dizer que, no Brasil, turco é aquele sujeito que vende bugigangas de porta em porta. Já podemos ouvir os protestos do grande modernizador do ex-Império Otomano, Mustafá Kemal Ataturk (O Pai dos Turcos) vindos do além.

 

Como todo mundo sabe, o governo Lulla e seu chanceler Excelso Amorim têm se esmerado em tomar medidas internacionais “politicamente corretas”, como manda o figurino pós-moderno.

 

Entre estas, a indicação do neonazista ministro egípcio Osni Farouk, aquele xiita raivoso que deseja queimar todos os livros em hebraico existentes na terra do herético Aknaton e do panarabista Gamal Abdel Nasser da República Árabe Unida, para a direção da UNESCO. Será que não havia nenhum brasileiro à altura do cargo?

 

E a recusa de extradição do terrorista italiano Batistti, fugitivo da Justiça italiana com vários assassinatos a sangue frio no seu belo curriculum - recusa esta que nos cobriu de vergonha aos olhos do primeiro e do segundo mundo.

 

Mais recentemente, Amorim manifestou seu desejo de abrir uma embaixada em Pyong Yang na Coréia do Norte daquele anão asqueroso Kim Jong Il, sob pretexto de dar uma contribuição para romper o isolamento daquele país que é o Museu Oriental do Comunismo, o Museu Ocidental, como todo mundo sabe, é Cubanacan, misterioso país del amor... Ao menos, a Cuba de El Comandante não representa mais uma ameaça atômica como foi nos tempos de JFK.

Mas não são só medidas políticas manchando a imagem do Brasil no exterior e fazendo os ossos do grande diplomata José Maria da Silva Paranhos tremerem no túmulo, também temos medidas políticoeconômicas dilapidando o Tesouro nacional.

 

Entre estas o perdão da dívida de Moçambique, uma bagatela da ordem de R$  1.000.000.000,00 (um bilhão de reais), seguida provavelmente de novos “empréstimos”, caso se queira chamar a coisa assim. E tudo isto movido pela vã ambição brasileira de conquistar um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Ó Amorim, pode ir tirando teu cavalinho da chuva!

 

E não vou mencionar aqui o prejuízo causado por Primevo Inmorales, cerca de R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais), ao encampar duas refinarias da Petrobras na Bolívia com a complacência do governo Lulla e sob a pífia alegação de que “a Bolívia é um país pobre”. Ora, só porque é pobre goza do direito de fazer apropriações indébitas?

 

E nem falo da nossa relação com a Argentina da nova Evita, sempre sobretaxando produtos importados do Brasil e exigindo diminuição de taxas para produtos argentinos. E o que é pior: conseguindo tudo o que quer. Parece que Lulla e Amorim tem medo de cara feia de índio e de mulher espevitada.

 

Mas por que? Por que o Brasil têm desenvolvido essa política externa que só acarreta desprestígio e prejuízos para o País? Só encontro uma explicação: quer ser um país comunista e pobre, bem com líder de outros países comunistas e mais pobres ainda do terceiro mundo.

Querem mais uma evidência do que afirmei? Ei-la:

 

“CARACAS, Venezuela, 22 Mai 2009 (AFP) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negocia um empréstimo de 10 bilhões de dólares com o brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), revelou o próprio líder venezuelano nesta quinta-feira.

 

Segundo Chávez, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, está na Venezuela para analisar os "mecanismos" destes projetos comuns de "desenvolvimento".

 

"Coutinho me disse que o Brasil está disposto a financiar projetos aqui por até 10 bilhões de dólares. Há que ver os mecanismos", explicou Chávez, citando o setor petroquímico venezuelano como uma prioridade nestas negociações. [obs. minha: Curiosa coincidência: Lula pediu um empréstimo de 10 bilhões recentemente na China!]

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "é um grande companheiro e sempre disse que até onde for possível, o Brasil vai ajudar na industrialização da Venezuela", destacou Chávez.”

 

"O Brasil importa milhões de toneladas de ureia por ano, da África e do Oriente Médio, e nós, no futuro, poderemos produzir isto e ser uma potência petroquímica mundial. A Venezuela vai ser uma potência", garantiu Chávez, que viaja na próxima semana ao Brasil para se reunir com Lula, dentro dos encontros trimestrais entre os dois líderes. [fonte: France Press].

 

Já ocorreu o primeiro encontro dos dois e fui na Bahia. Entre outras coisas, Hugorila Chávez prometeu enviar para o Brasil um grupo de educadores, de modo a trazer para esta terra desvairada os benefícios da pedagogia bolivariana, ou seja: doutrinação comunista nas escolas, para preparar el socialismo del siglo veinte uno. Carmba! Por las barbas de Simón, que so no las tenia ahora las tiene a remojar!

 

Nunca antes neste país tivemos uma política externa de tão pífia, canhestra e perdulária com tantos diplomatas medíocres e despreparados num mundo globalizado. Ah! que saudade dos tempos de Macedo Soares, Roberto Campos, Meira Penna, MárioVieira de Melo, José Guilherme Merquior, Pio Correa e tantos outros ilustres nomes do Itamaraty!

 

 

* Doutor em Filosofia pela UFRJ. Professor Adjunto IV do Depto. de Filosofia da UFRJ. Ex-Pesquisador do CNPq. Ex-Membro do ILTC [Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência], da SBEC [Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos]. Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Análise Filosófica. Autor de Problemas de Filosofia da Linguagem (EDUFF, Niterói, 1985); O Dizível e O Indizível (Papirus, Campinas, 1989); Ética Mínima Para Homens Práticos (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1995). O Problema da Ficção na Filosofia Analítica (Editora UEL, Londrina, 1999). Ceticismo ou Senso Comum? (EDIPUCRS, Porto Alegre, 1999). Deus Existe? Uma Investigação Filosófica. (Editora UEL, Londrina, 2000) . Liberdade ou Igualdade? ( EDIPUCRS, Porto Alegre, 2002). Co-autor de Significado, Verdade e Ação (EDUF, Niterói, 1985); Paradigmas Filosóficos da Atualidade (Papirus, Campinas, 1989); O Século XX: O Nascimento da Ciência Contemporânea (Ed. CLE-UNICAMP, 1994); Saber, Verdade e Impasse (Nau, Rio de Janeiro, 1995; A Filosofia Analítica no Brasil (Papirus, 1995); Pré-Socráticos: A Invenção da Filosofia (Papirus, 2000) Já apresentou 71 comunicações em encontros acadêmicos e publicou 46 artigos. Atualmente tem escrito regularmente artigos para www.parlata.com.br,www.rplib.com.br , www.avozdocidadao.com.br e para www.cieep.org.br , do qual é membro do conselho editorial.


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GUERREIRO, Mario. Brasil: a viúva rica do terceiro mundo. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 30 Mai. 2009. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/artigos/direito-internacional/3651-brasil-a-viuva-rica-do-terceiro-mundo. Acesso em: 23 Jan. 2020

 

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